Arcos de Valdevez celebrou acordo com o Estado para a transferência da Casa Abrigo da Branda de Murço para a Autarquia
O presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, Olegário Gonçalves, celebrou um acordo de transferência de competências de gestão de património imobiliário público com a Estamo – Participações Imobiliárias, S.A., que permitirá a transferência da Casa Abrigo da Branda de Murço, em Soajo, para o Município.
A cerimónia contou com a presença do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, do secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, João Silva Lopes, do presidente do Conselho de Administração da Estamo, Ricardo Sousa, do presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte e de outras entidades.
Na sequência deste acordo, a Câmara Municipal irá transformar a Casa Abrigo da Branda de Murço num Centro Interpretativo do Corço, num investimento de cerca de 180 mil euros, financiado por fundos comunitários e pelo Município.
O novo equipamento terá como missão valorizar turisticamente este território e promover o conhecimento do património natural e cultural do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), afirmando-se como um espaço de referência na interpretação e conservação do corço (Capreolus capreolus), uma das espécies mais emblemáticas do concelho e imagem de marca do PNPG.
O projeto assenta em três eixos fundamentais: a educação e sensibilização ambiental, através de exposições interativas, atividades pedagógicas e programas dirigidos a diferentes públicos; a promoção do turismo sustentável, incentivando a observação responsável do corço no seu habitat natural; e a valorização da comunidade e da cultura local, envolvendo a população na preservação e divulgação do património associado a esta espécie.
Além disso, o espaço irá albergar equipas de proteção civil, responsáveis pela gestão e conservação das áreas florestais circundantes. Esta sinergia entre a recuperação do espaço e a atuação das equipas criará condições ideais para o desenvolvimento de iniciativas de conservação, monitorização da fauna e flora, e ações de sensibilização na comunidade.
O Centro Interpretativo do Corço pretende constituir-se como um espaço vivo e dinâmico, onde ciência, educação e turismo se conjugam para promover a conservação da natureza e reforçar a atratividade do território.
A cerimónia decorreu na Câmara Municipal do Porto, onde a Estamo, empresa pública responsável pela gestão, valorização e rentabilização do património imobiliário do Estado, formalizou a transferência de competências sobre 21 imóveis públicos para 16 municípios, num investimento global de cerca de 16 milhões de euros.
Os acordos foram celebrados com os municípios de Arcos de Valdevez, Ansião, Arouca, Arronches, Carregal do Sal, Castelo de Paiva, Chaves, Évora, Guarda, Moimenta da Beira, Montalegre, Ponte da Barca, Viana do Castelo, Vila Pouca de Aguiar, Viseu e Porto.